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| fotos fotos fotos fotos |
maciunas vol.1 a.k.a. sic, sic, sic
publicado em 10/05/2013 comente »
e foi bahia pra todos os cantos
publicado em 02/05/2013 comente »
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| ilustrações: filipe cartaxo |
Reconhecido por ampliar as possibilidades de uso da guitarra baiana ao somá-la com a percussão afro-brasileira, o dub e o sound system jamaicano, o BaianaSystem é uma das principais figuras da atual cena independente da Bahia. Criado em 2009, é formado por seu idealizador Robertinho Barreto (guitarra baiana e vocal), Russo Passapusso (vocal), Marcelo Seco (baixo), Wilton Batata (percussão) e DJ João Meirelles, tendo como seu sexto integrante extraoficial, o fotógrafo e designer Filipe Cartaxo, responsável pela identidade visual do grupo. Anteriormente, Barreto já havia tocado ao lado de diversos artistas de Salvador, como Ivete Sangalo, Timbalada e Crac!, tendo integrado a banda Lampirônicos, com quem gravou dois álbuns, “Que Luz É Essa?” (2001) e “Toda Prece” (2004). Com o BaianaSystem, lançou o primeiro e homônimo álbum em 2010, contando com a colaboração de Lucas Santtana, BNegão, Gerônimo, Buguinha Dub, Chico Corrêa e Roberto Mendes. O grupo já participou de diversos projetos como “Conexão Vivo” (2010 e 2011) e “Levada Oi Futuro” (2011), além de ter se apresentado em festivais nacionais e internacionais como o Festival de Inverno de Garanhuns (2010), RecBeat (2011), Expo Shangai (2010), World Music Shangai (2011), WOMEX (2011) e Voice of Nomads (2012).
Vindo em janeiro ao Rio para participar do projeto “Sai da Rede”, no Centro Cultural Banco do Brasil, os rapazes do BaianaSystem foram convidados para esta entrevista, realizada no camarim após a primeira apresentação no evento. Robertinho, Russo e João conversaram com o Banda Desenhada a respeito de seu processo criativo, da cena independente baiana e de seu mais novo trabalho, o EP “Terapia”.
marcadores baianasystem, bnegão, carlinhos brown, felipe cordeiro, gaby amarantos, larissa luz, lucas santanna, maga bo, marcela bellas, marcia castro, sambatrônica
todos os rumos
publicado em 11/04/2013 1 comentário »
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| fotos: daryan dornelles |
Mesmo que ainda seja possível questionar a real democratização dos meios de difusão de música no país, tornou-se evidente que apenas com as mudanças ocorridas nos últimos anos foi possível o surgimento e o êxito de nomes como Criolo, Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Karina Buhr e Cícero, bem como a consolidação de gravadoras de pequeno e médio porte, distribuidoras independentes, coletivos e sites alternativos especializados na divulgação desses artistas.
É sobre este e outros assuntos que conversamos com o cantor e compositor paranaense Bruno Morais. Vindo do teatro, atuou em 1997 na montagem “Alice Através do Espelho”, da companhia de teatro Armazém. Dois anos depois, formou a banda Madame Brechot, onde interpretava clássicos do samba, soul, funk e samba jazz. Gravado entre Londrina e São Paulo, onde vive atualmente, Bruno lançou em 2005 seu primeiro álbum, “Volume Zero”, contando com as colaborações do duo Drumagick, Suely Mesquita, André Verselino, Zé Nigro, Rafael Fuca e do produtor Wendl (Kronk). Nesse mesmo ano, durante o período de divulgação do disco, foi selecionado para integrar o projeto Red Bull Music Academy, em Seattle. Lá, conheceu e realizou parcerias com importantes nomes como os produtores Leon Ware (Marvin Gaye, Quince Jones, Maxwell), XXXChange (Spank Rock, The Kills) e Vitamin D (Gift of Gab, Abstract Rude). Antes de voltar ao Brasil, fez ainda uma pequena turnê em Chicago, tocando em palcos da cena underground da cidade. Já em São Paulo, começou a produzir, ao lado de Guilherme Kastrup, o seu segundo disco: “A Vontade Superstar” (YB Music), lançado em 2009. Nesse mesmo ano, fez uma participação especial no álbum “Na Boca dos Outros”, de Kiko Dinucci. Em 2010, lançou o single “Bruno Morais no Estúdio A” e, no ano seguinte, “Bruno Morais no Estúdio A.2”, onde regravou “Sorriso Dela”, de Erasmo e Roberto Carlos. Disponibilizados para download gratuito, também tiveram versões em compacto. Auxiliando Pipo Pegoraro na produção de seu segundo álbum, “Táxi Imã” (YB Music), Bruno foi um dos responsáveis pela formação da banda de afrobeat Bixiga 70. Em 2012, o músico lançou “A Vontade Superstar” em vinil e assinou contrato com a gravadora inglesa Black Brown & White, responsável por lançar, no mesmo ano, na Europa, o seu segundo álbum. Bruno recebeu boas críticas e destaque em diversas publicações estrangeiras, como The Guardian, Mojo, Le Monde, Les Inrocks e Spiegel Kultur. Ainda em 2012, participou, ao lado de Lulina, do projeto Lado A Lado B, lançando mais um compacto virtual.
Preparando-se para uma turnê europeia e as produções de mais um compacto e de seu próximo álbum, Bruno veio de férias para o Rio no início deste ano. O Banda Desenhada, aproveitando a chance, o convidou para esta entrevista, realizada no Estúdio Fotonauta, no bairro da Glória.
marcadores blubell, bruno morais, do amor, guilherme kastrup, kiko dinucci, orquestra imperial, tulipa ruiz
efêmeros, perenes e antropofágicos
publicado em 14/03/2013 1 comentário »
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| fred coelho | fotos: daryan dornelles |
“O samba, a prontidão e outras bossas são nossas coisas, são coisas nossas”. A canção de Noel Rosa, lançada em 1932, retrata muito bem o espírito de sua época, em que o Estado buscava com certa urgência uma identidade para o país. O Brasil, então agrário e com a esmagadora maioria de sua população analfabeta, assistiu à busca desenfreada de seus intelectuais por elementos simbólicos capazes de efetivar um discurso nacionalista que traria em si o status de uma almejada modernidade. Com forte caráter populista, o Estado utilizou o rádio - o meio de comunicação em massa mais acessível da época – para criar uma identidade nacional, catapultando o samba carioca – até então restrito a um gueto étnico – como gênero máximo de nossa tradição popular. Assim, criou-se artificialmente um nacionalismo que, remetendo a mitos fundadores da nação, impôs uma representação identitária homogeneizante, voltada muito mais para a construção das bases de uma sociedade industrial do que para a representação dos múltiplos aspectos de um país fragmentado.
Desta forma, ao longo do século passado, a ideia de uma pátria de raízes fortes e imemoriais foi ganhando força e gerando atritos sempre que um novo “modismo” guiado por mãos “estrangeiras” invadia a nação e se fundia aos gêneros considerados nacionais. Assim foi com a bossa nova, a jovem guarda, o tropicalismo, o BRock e outros tantos. Se, por um lado, estes eram ovacionados pelo frescor que traziam à música brasileira, por outro, recebiam severas críticas de alas conservadoras – tanto de direita quanto de esquerda – que acreditavam piamente na autenticidade de uma “estética brasileira”. Basta que nos lembremos da Passeata Contra a Guitarra Elétrica, realizada em 17 de julho de 1967, que contou com a presença de Elis Regina, Jair Rodrigues, Zé Keti, Geraldo Vandré, Edu Lobo, MPB-4 e até mesmo Gilberto Gil. Ou do conflito entre a intitulada MPB – vista como vanguardista, mas, paradoxalmente, defensora de certas tradições – e os tropicalistas. Aqui, cabe um parêntese: o termo MPB, surgido nos anos 1960 e utilizado para designar um gênero com forte influência da bossa nova e da música folclórica, ganhou tantos nuances ao longo das últimas décadas que, hoje, já extremamente distendido, chega a ser utilizado – talvez de forma um tanto inadequada - para designar qualquer música produzida no país. Esta elasticidade parece ter atingido seu limite máximo com a aparição da neoMPB. Nascidos em um mundo digital, multicultural e globalizado, os artistas desta geração mostraram-se extremamente hábeis em transitar, com recursos próprios e de forma individualizada, por diversas identidades musicais sem se prender a nenhuma delas, sempre se defendendo de qualquer possível rótulo que viesse a restringi-los. Esta volatilidade gerou algum desconforto e abriu espaço para questionamentos: Como é possível, em tal contexto, construir uma identidade artística consistente? Ou melhor, qual o mérito em ter uma identidade artística tão coesa e rígida? Indo além, vale notar que a contestação de uma “genuína identidade musical brasileira” traz em si um cosmopolitismo que, em termos artísticos, é extremamente enriquecedor, mas que também é capaz de tornar cada vez mais malvistos os artistas que se fixam esteticamente a algum gênero “tradicional”. Assim, volta-se a se discutir a ideia da identidade ou “brasilidade” em nossa música. Música esta que, por sua própria condição histórica, traz uma infinidade de facetas e uma enorme capacidade apropriativa ou, como diriam alguns, antropofágica.
Prestes a completar dois anos ao lado do Banda Desenhada, decidi me aprofundar nestas questões com o pesquisador e ensaísta carioca Fred Coelho. Professor de Literatura Brasileira e Artes Cênicas da PUC-Rio, Fred trabalhou como pesquisador do NUM (Núcleo de Estudos Musicais) e, desde 2009, vem atuando no NELIM (Núcleo de Estudos sobre Literatura e Música). Também publicou artigos em coletâneas e organizou, ao lado de Santuza Naves e Tatiana Bacal, o livro MPB - Entrevistas (Editora UFMG, 2005). Trabalhou em 2006 com pesquisador e publicou artigo no catálogo da exposição “Tropicalia - A Revolution in Brazilian Culture” (Cosac Naify, 2006). No ano seguinte, participou da pesquisa e elaboração de conteúdo do site Tropicália. Fez também o conteúdo completo do site Nara Leão, lançado em 2012. Organizou três livros da série “Encontros”, da Azougue Editorial: “Tropicália” com Sérgio Cohn (2008), “Tom Jobim” com Daniel Caetano (2011) e “Silviano Santiago” (2011). Em 2012, foi curador ao lado de André Valias da exposição “GIL70”, dedicada à carreira de Gilberto Gil, realizada no Centro Cultural Correios (RJ) e no Itaú Cultural (SP).
Convocado para esta empreitada, Fred respondeu às minhas questões ao longo de alguns meses, em uma constante troca de e-mails. Durante o processo, discutimos e tentamos compreender melhor do que se trata essa tal neoMPB, quais são suas origens e suas particularidades.
Enfim, boa leitura!
Márcio Bulk.
marcadores +2, chico science e nação zumbi, eddie, fred coelho, los hermanos, marcelo cabral, mestre ambrósio, metá metá, mulheres q dizem sim, mundo livres.a., márcio bulk, orquestra santa massa, thiago frança
de volta ao seu penhasco
publicado em 26/02/2013 2 comentários »
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| fotos: daryan dornelles |
marcadores alice caymmi, caetano veloso, cibelle, jards macalé, letuce, marcus preto
da natureza dos lobos
publicado em 07/02/2013 13 comentários »
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| fotos: daryan dornelles |
marcadores dudu tsuda, tatá aeroplano, thiago pethit, tiê, tulipa ruiz
apenas castelos queimando
publicado em 29/01/2013 1 comentário »
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| fotos: daryan dornelles |
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